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segunda-feira, 12 de março de 2012

Crescemos?

Tenho que bater a poeira e tirar as teias de aranha. Preciso urgentemente fazer esse comentário: Quando percebemos que estamos ficando chatos e monótonos? Será que percebemos? Quando vamos notar já é tarde de mais? 
Então, é incrível como quando bate aquele desespero do - Meus Deus! Será que eu tô ficando velha? Tá todo mundo saindo e eu to ficando em casa pra estudar ou adiantar coisas do trabalho ou seilá pra fazer o que! quando a gente percebe que as relações com aqueles amigos de todos os dias mudaram? Quando é que alguém começa a se encher das suas promessas quebradas, dos seus horários não cumpridos, e da sua meninice que não quer acabar nunca? Quando foi que todo mundo perdeu a piada? Ou será que foi você que perdeu a piada?
Essas dúvidas aparecem quando o "crescer" te pega de surpresa, te dá um golpe certeiro e te deixa caído no chão feito bobo, aí sim a cabeça balança. Balança quando uma criança te chama de 'tio', balança quando chega a conta do cartão de crédito e come metade do seu salário, balança quando você conta as moedas e economiza no lanche da tarde, balança quando você senta com sua mãe ou seu pai e dá conselhos de como ou o que fazer em certas situações, balança mais ainda quando eles realmente te ouvem. 
Seria difícil manter tudo e todos do mesmo jeito de antes? Difícil não, seria impossível. A não ser que você não queira ter histórias pra contar. Nossas quantas histórias temos e teremos, daquelas que não acabam nunca. Daquelas que se orgulha ou que se sente fracassado, mas passou por todas elas e esta aqui pra compartilhar. Aqui se ganha, aqui se perde. E se você sabe dançar essa música é só acompanhar o ritmo e qualquer um tira de letra, se não sabe, se vira! Ninguém disse que seria fácil, disse? 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um dia Daqueles;

      Sim; hoje foi um dia daqueles, não como esses em que sua mãe te manda fazer alguma coisa aí você se nega e então cria aquela falação no seu ouvido, não como esses em que você discute com sua amiga por bobagens e em 20 minutos estão se falando de novo. Um dia daqueles é quando acordamos com o pé direito e com altas expectativas para fazer coisas, com sorriso de orelha a orelha, dando bom dia até pro cachorro, e de repente cada pedaço do seu dia vai caindo sobre sua cabeça até que você não tenha mais forças para sorrir no final. Como quando você prepara um bolo pra sua visita mais esperada e ele sola, quando você compra um presente pro seu melhor amigo e ele não gosta, quando você faz uma surpresa pro seu namorado e ele vê com outros olhos. Aquela bendita expectativa que todos ficam quando você está preste a realizar algo grandioso, como uma entrevista de emprego, uma prova de vestibular ou até mesmo uma prova de direção, sabe-se lá. Mas se algo sai errado e você vem a fracassar, o rostinho com olhos brilhando se vai, e você só tem direito à aquela frase "ah, tudo bem. O importante é nunca desistir." Quando você sabe que todo mundo queria gritar "hulhulhul, isso aí garota!". Tudo bem, todo mundo é assim, mas a impotência de não conseguir fazer os olhinhos de todos brilharem machuca. A impotência de não conseguir fazer os seus próprios olhos brilharem também machuca, e essa talvez machuque mais até. Eu posso conviver com isso muito bem, assim como metade da população, mas quando a gente passa por esse tipo de coisa só precisa de uma mão querida pra segurar, um abraço único pra confortar e um ombro amigo pra chorar.